João Pires Cutileiro

Nasceu em Lisboa em 1937.

A sua iniciação à escultura, começou, com 12 anos, na oficina do mestre António Duarte.

Com 15 anos foi ao Afeganistão, onde, na altura, prestava serviço seu pai, José Jacinto Cutileiro, ele próprio pintor e aguarelista. Na volta a Portugal, viajou pela Suíça e Itália. Em Florença, teve oportunidade de se impressionar com as espantosas esculturas de Miguel Ângelo.

Já em Lisboa, foi aluno de Leopoldo de Almeida.

No período de 1955 a 59,  estudou na Slade School of Arts em Londres. Até 1970, continuou a viver em Londres e tornou-se discípulo e amigo de Reg Butler.

Regressa a Portugal e passa a viver em Lagos durante largos anos. Nas últimas décadas viveu e trabalhou em Évora, sendo uma referência da cidade.

Faleceu em Lisboa, no Hospital Pulido Valente, a 5 de Janeiro de 2021.

A sua escultura tende para a simplificação, aproveitando sempre as várias pigmentações e texturas das pedras que utiliza. Tem também trabalhos em pintura, desenho e fotografia.



Saber +: http://vart.pt/cutileiro-joao/

O trabalho como escultor do mestre Cutileiro, é facilmente reconhecível, e a sua obra pública - por vezes polémica - está amplamente espalhada de Norte a Sul do país.

Dispensando apresentações em Portugal, as suas meninas em mármore, são também reconhecidas internacionalmente. Cutileiro revolucionou a arte pública em Portugal, sendo algumas das suas obras mais famosas, a estátua do D. Sebastião em Lagos e o monumento ao 25 de Abril, no topo do Parque Eduardo VII.

Embora um escultor precise sempre de saber desenhar, a planificação dos seus trabalhos através do desenho, é uma excepção à regra, porque o seu trabalho, na maioria dos casos, dispensa qualquer tipo de planificação ou desenho prévio.

Assim, porque me agrada dar a conhecer facetas menos divulgadas dos artistas, e porque sempre gostei de ver os esboços, e estudos que deram origem à obra de arte final – que no caso deste artista, não são frequentes – é para mim muito interessante, abrir a galeria com uma colecção de desenhos a caneta do escultor Cutileiro.

À semelhança de um esquisso do artista para uma obra de arte maior, inicio o meu trabalho nesta pequena galeria esperando conseguir criar valor acrescentado tanto para o consumidor final, como para os artistas que represento.

Para além disso, a temática habitual de João Cutileiro (o amor, o erotismo e a intimidade) relaciona-se de forma directa com o tema actual da galeria: "What are we doing with our lives?/ O que andamos a fazer com a nossa vida?". Em contexto de pandemia estes temas têm uma importância acrescida.

Cutileiro é um artista consagrado, e os desenhos que tenho na galeria, são um valor seguro para quem, para além de querer comprar um bom desenho, deseja investir em arte.

Mariana Vidigal
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